quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Homem é oficialmente curado da infecção por HIV

Pela primeira vez, um homem foi oficialmente declarado curado da infecção por HIV. A cura quase o matou, mas abre uma porta – um vislumbre – de esperança para o que pode, um dia, acabar com o problema de vez.

Estranhamente, o diagnóstico que mais preocupou Timothy Ray Brown em 2007 foi leucemia mieloide aguda. A AIDS é considerada desde 2007 como uma doença crônica tratável, mas com certeza é um problema muito difícil de se lidar. O que levou Brown, de 42 anos, aos cuidados do hospital Charité, em Berlim, Alemanha, foi a ameaça mais imediata que seu câncer representava.

O tratamento pelo qual Brown passou foi agressivo: quimioterapia que destruiu a maior parte de suas células imunes. Irradiação total do corpo. E depois, um transplante arriscado de células-tronco no qual cerca de um terço dos pacientes não sobrevivem – mas que parece ter curado Brown completamente da infecção por HIV.

Os médicos foram espertos ao escolher um doador de células-tronco para Brown. O homem cuja medula óssea eles usaram tem uma mutação genética especial, presente em um número incrivelmente pequeno de pessoas no mundo, que o torna quase que invulnerável ao HIV. Com as defesas do organismo de Brown dizimadas pelos tratamentos, as células saudáveis e resistentes ao HIV do doador repovoaram o sistema imunológico dele. Os primeiros sinais de que o vírus havia sido abatido foram promissores. Mas só agora, sem tomar remédios antirretrovirais desde o transplante, e passar por testes completos que não mostraram qualquer sinal do HIV, os médicos puderam declarar oficialmente:

Ele está curado.
O que isto significa para o futuro do tratamento da AIDS? Não é qualquer paciente com HIV que pode ou quer passar pelo sofrimento enorme necessário para a cura de Brown, nem é qualquer um que pode ou quer pagar pelo procedimento. Mas pela primeira vez, descobrimos que a AIDS pode ser curada, não só tratada. Isto abre novos caminhos de pesquisa – terapia genética, tratamentos com células-tronco – que poderiam ter sido desconsiderados antes. [AIDS Map]

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ex morador em Culturama dono de farmácia é preso pela PF em Dourados

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em parceria com a PF (Polícia Federal) e o serviço de inteligência do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual, interditou nove farmácias irregulares em Dourados, na Operação Sequela deflagrada ontem. Uma pessoa foi presa por tráfico de drogas e crime contra a saúde pública.

Segundo o delegado da PF cedido para a Anvisa, Adilson Batista Bezerra, as ações devem interditar todas as farmácias irregulares e clandestinas da cidade. “As principais irregularidades encontradas são a falta de autorização da Anvisa para funcionamento, falta de farmacêutico e alvará municipal”, destaca o delegado. Também foram encontrados medicamentos clandestinos vindos do Paraguai em duas das farmácias fechadas, uma localizada na avenida Marcelino Pires, centro da cidade, e outra na rua Edilberto Celestino, no jardim Santo André.

O proprietário de uma das farmácias com medicamentos clandestinos, Edelson Moraes, foi preso acusado de tráfico de drogas e crime contra a saúde pública, enquadrando-se no artigo 273, que fala de “falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais”.

De acordo com o delegado que comanda a ação, o proprietário vendia medicamento controlado sem o conhecimento da Anvisa e trazia medicamentos do Paraguai. Além disso, foram encontrados no estabelecimento remédios expostos para venda com prazo de validade vencido em 2006. A pena para este caso é de 10 a 15 anos de reclusão além de multa.

Os estabelecimentos interditados deverão legalizar a situação até o fim do processo administrativo para voltar ao funcionamento. A multa aplicada pela irregularidade pode variar de R$ 1,5 mil a R$ 1,5 milhão. As distribuidoras que vendiam remédios para as farmácias sem autorização de funcionamento da Anvisa também deverão ser multadas.

A partir de agora a Polícia Federal e a Anvisa devem investigar a procedência dos medicamentos irregulares nas farmácias interditadas.

Fiscais do CRF (Conselho Regional de Farmácias de Mato Grosso do Sul) acompanham a ação da Anvisa. A Operação Sequela deve continuar fiscalizando as farmácias de Dourados e alguns distritos durante todo o dia de hoje. Amanhã a Anvisa promove um evento, em parceria com o CRF/MS, sobre combate de medicamentos irregulares. O evento acontece às 8h30, no salão de eventos da Unigran.

APOIO
A Associação de Farmacêuticos de Dourados apoiou a medida da Anvisa e disse que a ação é um pedido feito há mais de 10 anos. “É a primeira vez que a fiscalização sanitária nacional atua desta forma em Dourados e esperamos que as ações sejam constantes”, diz o presidente da Associação, Racib Panage Harb.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Álcool mata mais que Aids, tuberculose e violência, diz OMS

GENEBRA - O abuso de álcool mata 2,5 milhões de pessoas por ano, mais do que a Aids, a tuberculose ou a violência, informou nesta sexta-feira (dia 11 de fevereiro de 2011) um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), que urgiu os governos a tomar medidas para conter seu avanço. Segundo a OMS, a elevação da renda está fazendo crescer o consumo de álcool em países da Ásia e África, enquanto várias nações desenvolvidas e emergentes, como o Brasil, veem aumentar os casos de bebedeiras excessivas, o chamado "binge drinking".

Apesar disso, alerta a organização, as políticas de controle do consumo continuam a ser consideradas de baixa prioridade pelos governos, mesmo diante do fato de cerca de 4% das mortes no mundo estarem relacionadas ao álcool, seja como fator em acidentes de trânsito ou tendo como consequência o desenvolvimento de câncer, doenças cardiovasculares e cirrose. Isso sem contar os prejuízos econômicos causados pelo absenteísmo e o custo para tratamento dos doentes.

De acordo com o relatório, a cerveja é a bebida preferida no Brasil (54% do total de álcool puro consumido), seguida pelos destilados (40%) e os vinhos (5%), com o 1% restante vindo de outros produtos que têm como base arroz (saquê) e frutas (cidras etc). Em média, o brasileiro com mais de 15 anos bebe 9,2 litros de álcool puro por ano e o consumo da substância está ligado à morte de 7,29% dos homens e 1,41% das mulheres acima desta idade.

No mundo todo, os homens também são as principais vítimas do álcool, que responde por 6,2% das mortes, contra 1,1% entre as mulheres, destaca a OMS. Só na Rússia e países vizinhos um em cada cinco homens morre de causas relacionadas ao álcool. E os jovens são outro grupo sob forte risco, sendo o álcool responsável por uma em cada dez mortes de pessoas entre 15 e 29 anos, num total de 320 mil anuais. "O abuso do álcool é especialmente fatal para os grupos mais jovens e principal fator de risco de morte entre os homens com 15 a 59 anos de idade", diz a publicação.

- O álcool é um assassino e não faz nada bem do ponto de vista da saúde pública - comentou Melvin Freeman, funcionário do Ministério da Saúde da África do Sul e um dos colaboradores para a confecção do relatório.

Segundo a OMS, as taxas de consumo de álcool variam muito, sendo mais altas nos países desenvolvidos e menores no norte da África, na África subsaariana e no sudeste da Ásia, onde as grandes populações muçulmanas se abstêm de seu uso. Na França e outros países europeus com alto consumo, no entanto, os episódios de bebedeiras excessivas são mais raros, sugerindo um padrão mais regular e moderado em seu consumo, já relacionado com menores riscos de doenças cardiovasculares e de derrames. "Mas o efeito benéfico de proteção do coração desaparece em ocasiões de abuso", avisa a organização.

De acordo com o relatório, as bebedeiras excessivas, que frequentemente levam a um comportamento de risco, agora são prevalentes em países como o Brasil, Casaquistão, México, Rússia, África do Sul e Ucrânia. No Brasil, 32,4% dos homens e 10,1% das mulheres relataram terem feito isso pelo menos uma vez por semana em 2003. "No mundo todo, cerca de 11% dos bebedores têm um episódio semanal de abuso, com os homens prevalecendo sobre as mulheres numa proporção de quatro para uma", acrescenta a organização.

Para a OMS, a elevação dos impostos sobre as bebidas alcoólicas é a melhor maneira de conter o abuso, principalmente entre os jovens. Outras medidas efetivas seriam o estrito cumprimento de regulamentos relativos à idade mínima para o consumo e à mistura de álcool e direção, somados a limitações para a publicidade e patrocínio de eventos pelos fabricantes.

Pesquisadores brasileiros desenvolvem curativo natural

Pesquisadores brasileiros descobriram um curativo natural para tratamento de feridas de cicatrização difícil. O medicamento é feito de sangue humano.
O produto é fruto de uma pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Hematologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), de Botucatu.
O medicamento tem um diferencial inovador: 100% da matéria-prima tem origem em sangue doado.
“O que nutre todos os tecidos o organismo é o sangue, então haveria de estar nele a resposta para uma ferida”, disse Elenice Deffune, pesquisadora da Unesp.
O sangue passa por uma máquina que divide o material em três partes: hemácias, usadas em transfusões; plaquetas, para tratamento de leucemia; e o plasma, que na maioria das vezes era descartado. E é justamente o plasma a fonte do novo remédio.
A principal função do produto é estimular o organismo a conter a ferida. A ação das proteínas que estão presente no gel ajuda na regeneração dos vasos sanguíneos, na formação de nova pele e no fechamento da lesão.
“São substâncias que interagem com a própria química do organismo”, afirma Rosana Rossi Ferreira, pesquisadora da Unesp.
O gel está em fase de testes, mas logo deve ser comercializado. “Ele é economicamente viável e é cientificamente lógico”, diz Elenice.
A auxiliar de enfermagem Conceição Marfil sofreu com úlceras nas pernas durante sete anos. Depois de usar o curativo natural, não tem mais nada. “Foi uma salvação, tanto na parte estética, quanto emocional”, disse Conceição. “A pessoa que tem a úlcera que eu tive acaba se fechando um pouco.”
De acordo com os pesquisadores, o gel desenvolvido pela Unesp deve um terço do preço dos medicamentos convencionais.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Anvisa estabelece novas normas para agulhas e seringas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária modificou as exigências para fabricantes e importadores de agulhas, seringas e equipos – materiais utilizados em procedimentos médicos e hospitalares. Em 360 dias, o registro destes produtos passa a ser obrigatório no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (7/2).

Baseadas em normas técnicas nacionais e internacionais, as resoluções RDC 3/2011, RDC 4/2011 e RDC 5/2011 estabelecem os requisitos mínimos de identidade e de qualidade para as agulhas, seringas e equipos.  Antes, esses produtos eram apenas cadastrados na Anvisa.

Fabricantes e importadores devem observar as novas exigências estabelecidas pela Agência. Entre os requisitos para obtenção do registro desses materiais, está a obrigatoriedade de apresentação do Certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF), emitido pela Agência, e da Certificação de Conformidade do Inmetro.

Pesquisadores testam vacina universal contra a gripe

LONDRES - Pesquisadores da Universidade de Oxford estão testando uma vacina universal contra todos os tipos de gripe, de acordo com uma reportagem publicada no jornal the Guardian nesta segunda-feira, dia 07 de fevereirode 2011.

O tratamento usa uma nova técnica testada pela primeira vez em humanos infectados e ataca proteínas dentro do vírus (comuns a todas as cepas da gripe) e não nas camadas externas, que podem sofrer mutações. Isto significa que não serão necessárias reformulações anuais da vacina.

Desenvolvida por um time liderado pela médica Sarah Gilbert, do Jenner Institute de Oxford, a vacina poderá ser usada para prevenir pandemias.

— O problema da gripe são as diferentes cepas que estão em constante mudança — disse Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford. — Ocasionalmente surge uma aviária ou suína e não estamos imunes. Precisamos de novas vacinas e não conseguimos produzi-las a tempo.

O processo de produção das vacinas demora pelo menos quatro meses. Enquanto as vacinas tradicionais fazem com que o organismo crie anticorpos, a nova vacina dispara o número de linfócitos T ou células T, elementos fundamentais do sistema imunológico para identificar e destruir as células infectadas pelo vírus.

Na pesquisa, 22 voluntários foram infectados com a cepa Wisconsin do vírus da gripe H3N2, isolado desde 2005. Destes, 11 haviam tomado a vacina e outros 11 não. Os sintomas foram monitorados duas vezes por dia e o muco produzido foi calculado com base nos lenços de papel usados. A vacina funcionou nas 11 pessoas que a receberam e mostraram um maior nível de ativação dos linfócitos T, responsáveis por combater o vírus.

— A memória imunitária é duradoura, então se alguém já obteve uma resposta a alguma coisa não é tão difícil reativá-la. Estamos tentando é fazer com que a vacina T-cell reative as respostas já existentes como resultado de uma exposição prévia à gripe — disse a pesquisadora.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Hormônio pode ajudar a melhorar a memória

O hormônio IGF2 pode ser uma nova arma no combate à perda de memória, é o que aponta o estudo realizado por pesquisadores do Mount Sinai School of Medicine, nos Estados Unidos. Tal hormônio foi injetado em ratos, alterando o processo de formação da memória no hipocampo. Essa é a parte do cérebro responsável por criar memórias de lugares, pessoas e coisas.  Duas semanas mais tarde, o hipocampo transforma as memórias de curto prazo pra de longo prazo.

Treinados para não freqüentar determinada área da caixa na qual se encontravam, os ratos que receberam doses de IGF2 durante essas duas semanas de processamento foram menos ao espaço que lhes era proibido. Daí deduz-se que o IGF2 tem efeitos significativos sobre a memória.

“Se adicionarmos o IGF2 no hipocampo, podemos aumentar a formação da memória significativamente", diz Cristina Alberini, uma das responsáveis pela pesquisa. Com a técnica será possível tratar a deterioração da memória que ocorre com o tempo, assim como doenças neurodegenerativas e mal de Alzheimer.

Entretanto, mesmo que em um primeiro momento melhorar a memória pareça uma ótima idéia, o esquecimento também é importante, pois faz parte do processo de funcionamento do cérebro. É o processo de lembrar e esquecer que faz com que as informações sejam filtradas, fixando-se em nossas mentes aquilo que forma mais relevante para nós.

Fonte: Live Science.

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