terça-feira, 13 de março de 2012

Anvisa reestrutura sua Diretoria Colegiada



Os diretores da Anvisa decidiram pela reestruturação das diretorias da Agência durante a reunião  do seu colegiado, na tarde desta terça-feira (12/3). Nesta reunião, foram designados, inclusive, os dirigentes que estarão à frente de cada diretoria.


De acordo com a estrutura aprovada,  haverá cinco diretorias segmentadas por área de atuação. A nova estrutura organizacional deverá ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (14/3).


O diretor presidente, Dirceu Barbano, estará à frente  da Diretoria de Autorização e Registro Sanitário. A diretora Maria Cecília Martins coordenará a Gestão Institucional.


As diretorias de Coordenação e Articulação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e de Regulação Sanitária ficaram a cargo do diretor Jaime de Oliveira. O diretor José Agenor Alvares assumirá a Diretoria de Controle e Monitoramento Sanitário.


quinta-feira, 8 de março de 2012

A você mulher

Bem aventurada a mulher que cuida do próprio perfil interior e exterior, porque a harmonia da pessoa faz mais bela a convivência humana.

Bem aventurada a mulher que, ao lado do homem, exercita a própria insubstituível responsabilidade na família, na sociedade, na história e no universo inteiro.

Bem aventurada a mulher chamada a transmitir e a guardar a vida de maneira humilde e grande. Bem aventurada quando nela e ao redor dela acolhe faz crescer e protege a vida.

 Bem aventurada a mulher que põe a inteligência, a sensibilidade e a cultura a serviço dela, onde ela venha a ser diminuída ou deturpada.

Bem aventurada a mulher que se empenha em promover um mundo mais justo e mais humano.

Bem aventurada a mulher que, em seu caminho, encontra Cristo: escuta-O, acolhe-O, segue-O, como tantas mulheres do evangelho, e se deixa iluminar por Ele na opção de vida.

Bem aventurada a mulher que, dia após dia, com pequenos gestos, com palavras e atenções que nascem do coração, traça sendas de esperança para a humanidade.

domingo, 4 de março de 2012

Café, uma nova arma contra o câncer e o diabetes

Diz-se que o café, popular no império otomano, só se difundiu no mundo ocidental depois de absolvido da acusação de ser coisa do diabo pelo Papa Clemente VIII, no início do século XVII. Ao prová-lo, o Sumo Pontífice tratou de dirimir dúvidas: achou que um produto tão saboroso, de aroma tão marcante, só poderia ser, isso sim, coisa de Deus. Às muitas lendas em circulação sobre a bebida, soma-se, quatro séculos depois, uma lista de pesquisas atestando seus efeitos medicinais e, em alguns casos, sua inocência diante de alegações como as de que poderia fazer mal ao coração, aumentar o risco de AVC e prejudicar a absorção de alguns medicamentos.

Segundo a maioria dos estudos mais recentes, além de conferir disposição — efeito conhecido desde o início de seu consumo, mil anos atrás —, o café protege contra o diabetes e alguns tipos de câncer. Há indícios de que também ajude a prevenir doenças neurológicas, como os males de Alzheimer e Parkinson, e de que proteja, principalmente as mulheres, contra AVC, doenças cardíacas e depressão. O mais recente trabalho, publicado na última quarta-feira, na “American Journal of Clinical Nutrition”, acompanhou 42 mil pessoas ao longo de nove anos e revelou que, entre os bebedores de café, as chances de desenvolver diabetes são 23% menores.

Estas informações interessam a todos os brasileiros que tomam café — ou, seja, 95% da população com mais de 15 anos, que consomem, per capita, 82 litros da bebida por ano, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

— Beber café é melhor do que não beber — sentencia o cardiologista Luiz Antonio Machado Cesar, diretor da Unidade Clínica de Coronariopatia Crônica do Instituto do Coração, de São Paulo, ligado à USP. — Ele não faz mal e, a partir de duas xícaras por dia, já protege contra o diabetes.

Além da cafeína, antioxidantes e vitaminas

Costuma-se pensar nas propriedades do café com base na cafeína. Mas os novos estudos sugerem que seus méritos estão no conjunto da obra: ele tem literalmente milhares de substâncias, de antioxidantes a vitaminas, e apenas umas poucas foram estudadas isoladamente. O teor de cafeína no cafezinho filtrado é de 2% a 2,5%, enquanto no expresso fica entre 2,5% e 3%. Nas outras bebidas que têm cafeína (chá, chocolate, guaraná em pó, coca-cola), a quantidade é parecida. Uma pessoa saudável pode consumir até 300 miligramas de cafeína por dia (o equivalente a três xícaras médias). Para mulheres grávidas, não deve ultrapassar 200 miligramas. 

No Brasil, desde 2008 está em curso o projeto “Café e Saúde”, no Incor de São Paulo, sob a coordenação de Machado César. Foi um pedido da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), preocupada com o fato de haver pouca ou nenhuma pesquisa clínica a respeito dos efeitos do café no país que é maior produtor do grão (abastece 30% do mercado internacional) e o segundo em consumo (atrás dos Estados Unidos).

Até agora, 106 pacientes, entre pessoas saudáveis, portadores de doenças coronarianas e diabéticos participaram das pesquisas, que não têm data para terminar. Já foram avaliados o café descafeinado (que tem um teor ínfimo de cafeína), o árabica-pura, o blend (arábica 80%) e o robusta. O próximo passo é avaliar o expresso. Quando houver recursos, terá início um amplo estudo epidemiológico: quatro mil indivíduos da região Sudeste do país serão acompanhados por dez anos. Os testes têm levado os especialistas envolvidos a conclusões animadoras.

— Constatamos que o café de torra escura (o mais consumido no Brasil) não aumenta a pressão arterial, e que a torra clara aumenta-a muito pouco, mas são necessários mais alguns testes para confirmar. Isto pode explicar por que algumas pesquisas dos Estados Unidos, onde a torra clara é mais consumida, apontam que ele aumenta a pressão, enquanto as da Europa, onde é mais comum a torra escura, indicam que não — diz o cardiologista. — Também vimos que café não dá arritmia e aumenta muito pouco o colesterol, que, mesmo assim, se mantém no nível normal. Se ele não for filtrado, a elevação é maior. E um teste com esteira mostrou que a bebida melhora a performance no exercício, como já apontavam vários estudos.

As pesquisas agora se voltam para a tentativa de provar seu efeito protetor contra doenças neurológicas. Ele ajudaria a evitar o acúmulo da proteína beta-amiloide entre os neurônios, uma das causas do Alzheimer, e reduziria o déficit de dopamina presente no Parkinson. Para quem gosta, mais um bom motivo para beber.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Anvisa discute articulação com o SUS




A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou, nesta segunda-feira (28/11), reunião para discutir os desdobramentos do Decreto 7508/2011. O diretor-presidente da Agência, Dirceu Barbano, abriu o encontro, realizado no auditório da instituição, em Brasília, como parte da série de discussões do projeto Anvisa Debate.


O diretor-presidente fez uma apresentação sobre a repercussão do Decreto para a vigilância sanitária e ressaltou a importância de se repensar a maneira de administrar a área da Saúde no Brasil. “É preciso desconstruir as fronteiras geográficas e organizar o Sistema de Saúde a partir da demanda e não da oferta”, afirmou.

Segundo Barbano, a norma precisa mobilizar os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). “O Decreto não será efetivo se não acontecer na prática”, disse. Durante o encontro, o diretor anunciou, ainda, que, a partir de outubro de 2012, a publicação de normas na Anvisa estará condicionada à apresentação de indicadores para avaliação do impacto regulatório.

Uma apresentação sobre a ferramenta “Mapa de Saúde”, prevista no Decreto, encerrou a reunião. O Mapa da Saúde auxilia na identificação das necessidades de saúde da população e fornece aos gestores elementos que contribuem para tomada de decisão.

Decreto

O Decreto 7.508 regulamenta a Lei nº 8.080/90 e traz mudanças para a organização do SUS, o planejamento da saúde e a articulação interfederativa.

A nova norma também aprofunda as discussões sobre Região de Saúde e Planejamento e propõe novos instrumentos para o SUS: Mapa de Saúde, Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde (Renases) e Contrato Organizativo da Ação Pública (Coap).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Grávida com câncer usa 'escudo' contra radiação e ganha bebê saudável


 
Uma britânica que passou por um tratamento de câncer durante a gravidez deu à luz um bebê saudável depois de usar um "escudo" de chumbo para proteger sua barriga durante a radioterapia.

Segundo o Hospital Universitário de Coventry e Warwickshire, Sarah Best, 30 anos, estava grávida de quatro meses quando descobriu que tinha um tumor maligno na boca.

Na época, não se sabia como ela e o bebê iriam reagir, já que apenas sete mulheres grávidas no mundo haviam passado pelo mesmo tipo de tratamento.

"Foi devastador, porque eu achava que a gravidez deveria ser o momento mais feliz", disse Sarah. "Você deveria se sentir maravilhosa e eu não me sentia. Eu tinha que lidar com outro tipo de coisa por causa desse câncer."

Sarah chegou a ser submetida a uma cirurgia pioneira que removeu parte de sua língua, mas o câncer já havia se espalhado por seus nódulos linfáticos.

'Escudo de chumbo'


A equipe liderada pela oncologista Lydia Fresco desenvolveu um escudo de 1,5 tonelada com 5 cm de espessura que protegia a barriga da paciente durante os 32 dias de radioterapia. Ela também passou por seis semanas de quimioterapia.

Inesperadamente, Best entrou em trabalho de parto no último dia do tratamento, um mês antes da data prevista para o nascimento.

Ela foi levada de cadeira de rodas para a maternidade do hospital. O bebê Jake nasceu saudável, com 1,8 kg, de parto normal, no dia 28 de abril.

"Este tipo de tratamento é complexo, na melhor das hipóteses, e muito raramente feito em mulheres grávidas, então trabalhamos o tempo todo muito perto da equipe de obstetrícia", disse o cirurgião Gary Walton.

"Fico feliz que Sarah tenha respondido tão bem ao tratamento, especialmente agora que ela também deve cuidar de Jake."

Após alguns meses acompanhando o estado de saúde da mãe e do bebê, o hospital decidiu divulgar a história da família nesta terça-feira, por conta da semana da conscientização do câncer de boca. A paciente está agora em remissão do câncer.

"Vamos continuar monitorando Sarah e Jake de perto pelos próximos cinco anos, mas as indicações iniciais são extremamente positivas", disse o médico Manu Vatish.

Fonte: Notícias UOL

Pílula anticoncepcional pode ter relação com o câncer de próstata

Um estudo publicado pelo “British Medical Journal” nesta semana relaciona o aumento dos casos de câncer de próstata ao uso da pílula anticoncepcional.

Você deve estar perguntando como isso acontece, se a pílula é tomada pelas mulheres e a próstata é um órgão masculino. Acontece que os hormônios femininos presentes na pílula são substâncias que não se quebram facilmente. Eles são eliminados pela urina e entram na água ou na cadeia alimentar, de modo que acabam sendo ingeridos também pelos homens.

Estudos anteriores já haviam sugerido que a exposição ao estrógeno, um hormônio feminino, seja um fator de risco importante para o câncer de próstata.

A pesquisa da Universidade de Toronto, no Canadá, é uma análise de dados de diversos países em todo o mundo, comparando o uso de contraceptivos e a recorrência do câncer de próstata. Eles descobrem que métodos como o preservativo e o dispositivo intrauterino não estão associados ao aumento nos casos de câncer entre os homens, mas que a pílula está.

Os autores ressaltam que a pesquisa é especulativa e tem como objetivo iniciar uma discussão nesse sentido. A análise não deve ser tratada como uma relação de causa de efeito e nem leva a conclusões definitivas.
O câncer de próstata é hoje o mais comum nos países desenvolvidos, e o aumento coincide com a popularização das pílulas anticoncepcionais, que entraram no mercado há cerca de 40 anos.



Fonte: G1 - SP

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Encontro aborda inclusão de uso racional de medicamentos nas faculdades de saúde

Contribuir para a implementação de um módulo de ensino sobre uso racional e propaganda de medicamentos nas Faculdades de Saúde do Brasil. Esse é o objetivo do encontro Educação e Saúde na Promoção do Uso Racional de Medicamentos, que ocorre nesta quinta-feira (10/11), em Brasília (DF). Com a presença de palestrantes de renome internacional, o encontro reúne professores  de faculdades da área de saúde e servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Durante o encontro, ocorrerá o lançamento do Caderno de Textos Acadêmicos com os artigos elaborados durante o Projeto de Educação e Informação/ Monitoramento de Propaganda da Anvisa em 2009. O projeto desenvolveu ações educativas sobre o tema saúde em escolas de ensino fundamental e médio e capacitou radialistas de todo o país sobre a importância da adequação  das peças publicitárias de medicamentos às normas da Anvisa.

O encontro conta ainda com um curso, onde os participantes discutem a fundamentação e a importância de ensinar sobre uso racional e propaganda de medicamentos em Faculdades de Medicina e Farmácia e compartilham experiências na América Latina. A ideia é que, ao final do curso, seja possível planejar a implantação de um módulo de ensino para a Faculdades de Saúde do Brasil.

Entre os palestrantes estão Benito Marchand, médico graduado em Paris que trabalha há 25 anos na América Latina, Carlos Fuentes Martinez, médico e secretário da Comissão Técnica Nacional do Plano Estratégico Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos do Ministério da Saúde da Nicarágua, e Martin Cañás, médico graduado em La Plata e Coordenador Geral da área de Farmacologia da FEMEBA (Federação Médica da Província de Buenos Aires).


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